Bancas de defesas - mestrado em História 2013/1.

LINHAS DE PESQUISA

 Linha de Pesquisa 1 : Territórios, sociedades e dimensões da política

 Esta linha de pesquisa congrega docentes e projetos que estudam as problemáticas inerentes ao processo de configuração dos territórios, em diferentes lugares, períodos e escalas, estendendo-se das sociedades pré-modernas às contemporâneas. Entendido como um “artefato”, uma construção, e não como um elemento natural, o território e sua constituição pressupõem a tensão contínua de processos sociais e políticos que historicamente reconfiguram espaços, territorializado-os. O conceito de território abrange, portanto, dois aspectos distintos, mas complementares: por um lado, a ligação com lugares precisos, o que pode ser o resultado de um longo investimento material e simbólico; e, por outro, princípios de organização – técnicas, habitat, hierarquias sociais, relações com grupos vizinhos – que modelam o território, mas podem ser transferidos de um lugar para outro. Nesse sentido, as investigações históricas e historiográficas reunidas nesta linha privilegiam as relações sociais, seus agentes e práticas, bem como as diferentes dimensões da política relacionadas aos processos de territorialização. No âmbito das sociedades, examinam temas centrais como hierarquias e formas de mobilidade; as agências e sociabilidades; os conflitos e movimentos sociais; as variadas práticas, suas ideologias, imaginários, representações, crenças e experiências do sagrado. Quanto às dimensões da política, analisam as relações de poder e o campo político; as formações estatais, os sistemas e regimes políticos, as modalidades de governo e as instituições; os diferentes atores e as formas das ações políticas; os conflitos e processos de negociação; as práticas políticas e suas representações; o pensamento, as linguagens, as ideias e as culturas políticas.

 

Professores vinculados à linha:

    1. Anderson Roberti dos Reis
    2. Edvaldo Correa Sotana
    3. João Carlos Barrozo
    4. José Manuel Carvalho Marta
    5. Regina Beatriz Guimarães Neto
    6. Rodrigo Davi Almeida
    7. Vitale Joanoni Neto

 

Linha de Pesquisa 2: Fronteiras, Identidades e Culturas

 

Esta linha de pesquisa reúne estudos que discutem a partir dos conceitos de fronteira, as relações estabelecidas entre os diversos grupos sociais e as suas múltiplas culturas, em diversas temporalidades e em diferentes sociedades, em espaços e tempos diferenciados no processo de construção de suas identidades, privilegiando a Amazônia e o Centro-Oeste brasileiro e América do Sul. O conceito de fronteira não pode ser entendido, no entanto, apenas em seus sentidos físico e como um dado imanente das relações sociais, isto é, como limite fixado entre Estados-nações para delinear fenômenos de ocupação e incorporação de suas terras-populações às dinâmicas históricas de desenvolvimento econômico e político. Esses são elementos importantes e constitutivos do conceito de fronteira, porém não o esgotam. O conceito de fronteira contempla uma ampla gama de condições em que se confrontam, encontram-se e confluem temporalidades, ambientes, culturas, etnias, gêneros e estilos de vidas múltiplos e distintos. Neste sentido, portanto, a questão da fronteira nos remete tanto para a discussão das identidades quanto da cultura. Ao lado das fronteiras políticas e sociais, as fronteiras culturais possibilitam pensar o conceito para além dos seus marcos físicos, considerando o campo do simbólico. A mobilidade marcada por essa ideia, muitas vezes pela transculturação, pelo contato e diferenças entre culturas, modos de vida diversos permite inserir experiências culturais difusas, situações de contato e múltiplas sociabilidades.

 

Professores vinculados à linha:

  1. Carlile Lanzieri Junior
  2. Fernando Tadeu de Miranda Borges
  3. João Paulo Rodrigues
  4. Leny Caselli Anzai
  5. Marcus Silva da Cruz
  6. Tereza Cristina Cardoso de Souza Higa
  7. Thaís Leão Vieira

 

Linha de Pesquisa 3: Ensino de História, Patrimônio e Subjetividades

 

Esta linha de pesquisa incorpora estudos acerca do ensino de história, patrimônio e subjetividades que refletem as relações estabelecidas entre os diferentes sujeitos, saberes e práticas presentes na História enquanto disciplina escolar e como expressão pública do conhecimento histórico, bem como o seu papel na construção social da memória e sua relação com os problemas referentes ao patrimônio e com os usos e apropriações dos conceitos de identidade, região, fronteiras e territorialidades. O ensino de História como campo de reflexão dos historiadores extrapola os limites de programas, livros/manuais, conteúdos e currículos. Neste processo as relações estabelecidas entre o ensino de História, patrimônio e subjetividades assumem um papel relevante. Algumas das possibilidades de investigação são as relações entre o Ensino de História e a historiografia, entre a Didática da História e as formas de reconstrução e expressão da cultura histórica e da consciência histórica, além do campo de investigação da Educação Histórica, que se fundamenta no princípio epistemológico da narrativa histórica como forma de aprendizagem e de publicização do conhecimento histórico. A memória enquanto expressão pública da cultura histórica, além de uma faculdade individual, é um atributo das sociedades que supera as autobiografias dos agentes históricos ao construir relações intersubjetivas entre os mesmos, tais como nas constituições conflitivas das relações de gênero e das identidades históricas de classe, raça/etnia e geração. Neste sentido, o patrimônio se revela tanto como um espaço de interlocução e de conflito do passado com o presente e de preservação da ordem simbólica quanto como reflexão para o ensino e aprendizagem da História com suas interlocuções por meio da reconstrução histórica das territorialidades e as identidades fronteiriças numa perspectiva intercultural policêntrica. Tais ações atuam como um conjunto de procedimentos, nos quais o ensino de História se insere, para a normatização e o disciplinamento dos grupos sociais, mas também para a formação da consciência histórica dos agentes históricos.

 

Professores vinculados à linha:

    1. Ana Maria Marques
    2. Jaqueline Zarbato
    3. Kátia Maria Abud
    4. Marcelo Fronza
    5. Osvaldo Rodrigues Junior

 

 Bolsas de Estudos

 

Os Programas de Pós-graduação (PPG's) da UFMT contam com cotas de bolsas ofertadas pela CAPES, CNPq e pelo SeSu/MEC – através do programa REUNI, aos alunos regulares, aprovados em processo seletivo regular. As bolsas da Capes exigem a realização de atividades vinculadas ao estágio docência em nível de graduação por parte dos bolsistas dos cursos de mestrado e doutorado, já as bolsas da modalidade Reuni exigem que essas atividades sejam realizadas durante todo o recebimento da bolsa de estudos.
A Fapemat oferece cotas de bolsa aos pós-graduandos através de edital, com elaboração de projetos individuais.  Já as do CNPq são eventualmente disponibilizadas,e seu gerenciamento é feito diretamente pela coordenação do PG.
A definição de critérios que deverão ser observados para concessão de bolsas é atribuição da Comissão de Bolsas do PG (Portaria Capes 76/2010 - Resolução Consepe nº 05/2008).
Para solicitar o benefício, o pós-graduando deve procurar a secretaria do Programa de Pós-graduação ao qual está vinculado, que informará a listagem de documentação a ser encaminhada, devidamente autenticada em cartório e com firma do aluno reconhecida nos formuilários assinados pelo mesmo.
As solicitações de registros, cancelamentos e suspensões de bolsas CAPES  e REUNI devem ser encaminhadas, via processo, à Pró-reitoria de Ensino de Pós-graduação, responsável pelas atualizações do SAC-DS e SAC-REUNI (sistemas de gerenciamento de bolsas da Capes e do REUNI), pelo PG.
O tempo de duração do recebimento da bolsa varia de acordo com o curso e a data em que o aluno for contemplado, podendo a do mestrado durar até 24 meses e a do doutorado até 48 meses, encerrado o prazo oficial do curso a bolsa é cancelada imediatamente. Os valores poderão ser informados pelo PG ou no site das respectivas agências de fomento.
 Alunos bolsistas do Programa de Pós-Graduação em História - ATIVOS