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MARCOS QUE LIMITAM ESPAÇOS QUE AGREGAM: OS REFLEXOS DAS LUTAS EMANCIPATÓRIAS DAS COLÔNIAS HISPÂNICAS E A FRONTEIRA OESTE DE MATO GROSSO (1821-1831)   

Esta tese tem como objeto de estudo a tentativa de anexação da Província alto-peruana de Chiquitos ao Império brasileiro, no contexto histórico do Primeiro Império brasileiro (1821-1831). Toma-se como eixo articulador desse objeto o que se convencionou chamar de fronteira oeste brasileira, entendida neste trabalho como espacialidade dinâmica e, por isso mesmo, promotora de relações diversas entre brasileiros e habitantes de províncias hispânicas limítrofes. Como lócus dessas relações busca-se compreender a Província de Mato Grosso e as vizinhas terras alto peruanas, no intento de conhecer as bases sobre as quais se fundamentaram essas relações, que chegaram a colocar em risco as relações diplomáticas entre o Império brasileiro e as forças revolucionárias do Exército Libertador de Simon Bolívar. Procura-se dar visibilidade às táticas e enfrentamentos articulados pelas elites mato-grossenses, que possibilitaram a dualidade de governos, colocando em lados opostos os principais núcleos urbanos da Província: Vila Bela da Santíssima Trindade (capital legal) e Cuiabá (cidade pioneira da capitania). A partir da configuração dessa dualidade, é possível traduzir as artimanhas encarnadas, por elementos institucionais ou não, imbricadas nas relações conflitantes da construção do poder político estabelecido em Mato Grosso, nas primeiras décadas dos oitocentos. Concomitante à instabilidade política por que passava a Província de Mato Grosso, este trabalho confere especial atenção também às lutas emancipadoras das províncias confinantes e os reflexos sentidos na fronteira oeste brasileira.

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