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pauperismo como equilíbrio econômico: as hagiografias e as engrenagens da materialidade na ordo fratrum minorum (1228-1263)   

Nesta dissertação, analisamos as hagiografias minoritas escritas ao longo do século XIII como detentoras de um ethos econômico. Portadoras de valores idealizados pela Ordem dos Frades Menores, estas narrativas se tornaram um modelo para o reconhecimento e a legitimação das funções que a Ordem poderia assumir perante a sociedade em expansão material das cidades italianas medievais. Para realizar tal análise foi necessário utilizar conceitos que escapassem a abordagens singulares e maniqueístas, que destacam a vida material como um domínio social apartado das demais experiências históricas. Os textos hagiográficos foram interpretados com o auxílio das formulações teóricas do Primitivismo Econômico, destacando os nomes de Karl Polanyi e Max Weber. A partir do uso do método conhecido como “paradigma indiciário”, proposto Carlo Ginzburg, tratamos os indícios e os pequenos detalhes como evidencias que revelam uma realidade maior – um ethos idealizado a respeito da inserção dos frades na materialidade urbana de princípios do século XIII. A hipótese que norteia esta dissertação consiste na acepção de que as hagiografias foram veículos de transmissão de um status específico, o qual, tendo o personagem Francisco de Assis como um elemento central, articulava os ideais do pauperismo, da caridade e da fraternidade como meios de inserção dos frades nos domínios chamados econômicos – e não da negação do mesmo. São discutidos valores associados pelas hagiografias à redistribuição de excedentes, à legitimação de formas de status e ao modelo da ordem como paterfamilias e dispensador da vida material.

Palavras-chave: Hagiografias; Ordem Mendicante; História Econômica.

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