Início Início Pesquisar Pesquisar Subir Subir
Detalhes do Download

NO SILÊNCIO DOS ARQUIVOS: RELATOS DE VIAJANTES QUE PERCORRERAM MATO GROSSO – (1808-1864)   

Esta dissertação traz notas e observações sobre os relatos de viajantes que percorreram Mato Grosso no período de 1808 a 1864, e que encontravam-se “silenciados” nos documentos do Arquivo Público do Estado de Mato Grosso, onde “viajar percorrendo documentos é tornar-se um viajante de vidas renascidas a partir das linhas traçadas por antigos narradores de memórias reconstruindo histórias de vidas. Em cada linha percorrida um sonho, um desejo, uma história e novos fatos e acontecimentos pertinentes a alguém ou algo, que se desdobra em leituras emocionantes no laborioso e profundo trabalho de pesquisa.” A impressão deixada por esses viajantes sobre os lugares visitados faz-se presentes sob os mais variados ângulos. Clérigos, militares, engenheiros, eram os ofícios desses homens. Mesmo sendo somente homens, os viajantes silenciados, as mulheres também estiveram presentes e preencheram o cotidiano da sociedade mato-grossense. Entre uma viagem e outra observa-se que não era mais possível fazer silêncio sobre essas fontes repletas de querelas políticas e sociais, paixões, notícias sobre doenças e riquezas naturais. O Frei Ângelo de Caramanico, o Engenheiro Pedro Dias Paes Leme, o Alferes Antonio João Ribeiro e o Frei Mariano de Bagnaia, embora conhecidos da história regional, nunca foram abordados como viajantes. Destacamos ainda os seguintes viajantes: Tenente Francisco Bueno da Silva, Tenente Manoel Simões Henriques, Sargento João Manuel Henrique, Capitão Joaquim Antonio Xavier do Valle, José Ribeiro do Nascimento, Hypólito Simas Bitencourt, Luiz Soares Viégas, Joaquim do Espírito Santo Barbosa, Major Jozé Constantino de Oliveira, Antonio Rodrigues Itunamas, Manoel Carneiro de Campos, Juan Mendes Salgado. Também um destaque especial foi dado para a situação da medicina que vinha sendo praticada na época, (as terapêuticas empregadas, os processos de curas, os tipos de medicamentos, tratamentos realizados, instruções de quarentena, instrumentos e medicamentos utilizados nas boticas, mapas estatísticos patológicos, mapas de enfermos dos hospitais e dietas empregadas), retiradas de informações dos viajantes e de alguns médicos como o Dr. Antonio Luis Patrício da Silva Manso (década de 1830); o Cirurgião encarregado da Enfermaria do Distrito Militar de Coimbra, Dr. Macário Pamphilo Nogueira (1855); o Dr. Mendonça Rivani (1856); o 2.º Cirurgião José Cândido da Silva Murici (1859); o Delegado do Cirurgião-Mor do Exército, Doutor José Antonio Murtinho (1856); o “Pharmacêutico” Doutor João Adolpho Josetti (1858). O dito e o “não-dito”, nesta dissertação de mestrado foi o fio condutor para a proposta da recomposição da memória de Mato Grosso por viajantes “silenciados”.

Dados

Tamanho 2.17 MB

Download