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DO PARQUE INDÍGENA DO XINGU AO ESTUDO DE CASO SOBRE QUERÊNCIA – MT: NARRATIVAS HISTÓRICAS DE ESTUDANTES INDÍGENAS   

Esta pesquisa tem por objetivo apresentar depoimentos de estudantes indígenas em uma escola urbana não indígena no município de Querência no estado de Mato Grosso. Para a realização das entrevistas utilizamos o amparo teórico no campo de pesquisa em História Oral. A escolha por entrevistas de vida simboliza a necessidade de traçar as histórias dos estudantes indígenas e mapear as possibilidades de acesso e permanência na escola. Os estudantes entrevistados, em sua maioria, pertencem às aldeias indígenas localizadas no Parque Indígena do Xingu, por isso, a necessidade de apresentar o contexto histórico de formação do Parque e atrelar suas lutas e reivindicações para o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas, sobretudo, o direito ao território, fundamental para a existência física e cultural. Historicamente, a questão indígena no Brasil foi marcada por tensões conflituosas e interesses antagônicos à sociedade nacional. Na tentativa de compreender essa relação, recorremos às Políticas Públicas direcionadas aos indígenas a partir da criação do Serviço de Proteção aos Índios, em 1910, à configuração da Constituição Cidadã de 1988 que figura a ruptura nas políticas até então realizadas de caráter integracionista e da tutela do Estado sobre os povos indígenas. Para contrapor a historiografia ocidental que por séculos criou representações errôneas, estereotipadas e preconceituosas em relação aos povos indígenas, buscamos fundamentar nos estudos decoloniais opções para romper com práticas que persistem em condicionar os povos indígenas em um lugar social atrelado ao passado. A descolonização e a democratização das relações sociais, políticas e culturais é o meio que apresentamos para avançar na conquista de direitos políticos e civis de toda população. As narrativas de estudantes indígenas refletem a necessidade de reconhecer a autonomia e liberdade dos povos indígenas enquanto protagonistas e construtores de suas histórias e pensar mecanismos para fortalecer os anseios de uma escola mais justa e igualitária.

Palavras-chave: História Oral, Educação Escolar, Povos Indígenas, Estudos Decoloniais.

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