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A VILA DE DIAMANTINO DE 1805 A 1862: o olhar dos viajantes   

Este trabalho tem como proposta a análise de alguns aspectos de Diamantino/MT, tendo como recorte temporal os anos de 1805, marco inicial da liberação da extração diamantífera, e como marco final o ano de 1862, ano da visita do viajante Bartolomé Bossi à vila e região, quando a extração do diamante já estava em franca decadência. A pesquisa objetiva estudar as características da aglomeração urbana de Diamantino, tendo como fonte principal as descrições dos viajantes que por ali passaram. Entende-se como aglomeração urbana nesse período localidades semi-urbanas ou semi-rurais, que por muitas vezes se orientam pelas características e relações mantidas pelos seus habitantes estarem mais ligadas ao meio rural que o urbano. As aglomerações coloniais nas regiões mais distantes do litoral eram, com algumas exceções, bastante limitadas. O título de cidade, o mais alto posto hierárquico que uma aglomeração poderia obter nesta época, foi frequentemente empregado para designar localidades extremamente precárias. Utiliza-se como fontes para análise os relatos dos viajantes que por ali passaram no século XIX, destacando-se as observações e imagens produzidas por Bartolomé Bossi (1862) e Hercule Florence (1827), e as minuciosas descrições de Francis Castelnau (1844) assim como fotografias de meados de 1900 que mostram uma cidade que por um longo período, manteve suas características iniciais intrincadas em suas características morfológicas, arquitetônicas e do desenho urbano. As análises partem de leituras conceituais que abordam as características desenvolvidas nas regiões de exploração mineral do Brasil, anteriores ao recorte temporal estabelecido, que desenvolvem uma discussão acerca da dinâmica das regiões auríferas e diamantíferas relacionadas com suas características urbanas. A partir de análises históricas, das cidades do Brasil colonial e de cidades geradas no mesmo contexto do objeto de estudo, pode-se destacar que Diamantino neste período desenvolveu um espaço urbano “vernacular”, que corresponde ao espaço atrelado às intempéries regionais, abrigando uma arquitetura de formas simples e adaptada aos materiais locais, com características semelhantes às cidades de outras áreas de mineração do Brasil colonial. A partir desta caracterização procurei apontar, quais os fatores que determinaram uma estruturação urbana característica de uma cidade mineradora e o desenvolvimento de um espaço urbano peculiar pautado no “vernacular”.

Palavras chave: Aglomeração urbana de Diamantino. Exploração aurífera. Diamantífera. Viajantes.

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